Marcação a Mercado: Como Títulos Variam Antes do Vencimento
Marcação a mercado é a metodologia de precificar diariamente um título pelo valor pelo qual ele seria negociado no mercado naquele momento, em oposição ao valor de carregamento (curva de juros original).
2 min read · Updated June 2026
Aplicação no Tesouro Direto: títulos prefixados e IPCA+ são marcados a mercado diariamente. Quando os juros futuros sobem, o preço do título cai (porque títulos novos pagam mais, tornando os antigos menos atrativos). Quando os juros futuros caem, o preço sobe. O Tesouro Selic não sofre impacto significativo de marcação a mercado — sua taxa é pós-fixada.
Exemplo numérico: Tesouro IPCA+ 2035 comprado a R$ 1.000 com taxa contratada de IPCA + 6,2%. Seis meses depois, juros futuros sobem para IPCA + 7,5% (cenário de stress). O preço de mercado do título cai para ~R$ 850 — prejuízo de 15% se vendido nesse momento. Se mantido até 2035, o investidor recebe IPCA + 6,2% original.
Por que isso importa: (1) Tesouro Direto com vencimento longo (2035, 2045) tem alta volatilidade no curto prazo. (2) A reserva de emergência não combina com IPCA+ ou Prefixado longo — Tesouro Selic é o instrumento típico. (3) Em ciclos de queda de juros futuros, títulos prefixados/IPCA+ longos podem dar ganhos relevantes (efeito inverso). (4) Fundos de renda fixa também marcam a mercado — cotas oscilam diariamente.
O extrato do Tesouro Direto mostra dois preços: 'preço de compra' (curva original) e 'preço de venda' (mercado atual). A diferença reflete a marcação. Se levar até o vencimento, o que importa é a taxa contratada — flutuações no meio do caminho não geram perda real, apenas impressão visual no extrato.

