O que acontece com cada R$100 do seu salário antes de chegar na sua conta?
Seu salário bruto passa por uma verdadeira cirurgia antes de chegar na sua conta. Primeiro o INSS (7.5% a 14%), depois o IRRF, vale-transporte, plano de saúde — e o que sobra é o salário líquido.
Mas o choque maior é o custo total para a empresa: FGTS, INSS patronal, provisão de 13º e férias. A empresa gasta 70-80% a mais do que o seu salário bruto.
O salário líquido é o bruto menos os descontos de INSS (7.5% a 14%, progressivo) e IRRF (0% a 27.5%, após dedução do INSS e dependentes). Outros descontos como vale-transporte (até 6% do bruto) e plano de saúde também reduzem o valor. Esta calculadora mostra cada desconto separadamente.
Para cada R$5.000 de salário bruto CLT, a empresa paga aproximadamente R$3.500 a R$4.000 a mais em encargos: INSS patronal (20%), FGTS (8%), provisões de 13º salário, férias + 1/3, e outros custos. O custo total para a empresa pode chegar a 70-80% acima do salário bruto.
Depende do valor. Como regra geral, o PJ precisa pagar 60-80% a mais que o CLT bruto para equiparar todos os benefícios (13º, férias, FGTS, INSS, seguro-desemprego). Por exemplo, um CLT de R$6.000 brutos geralmente equivale a um PJ de R$9.500 a R$10.800/mês.
Em 2025, o INSS cobra: 7.5% até R$1.518, 9% de R$1.518 a R$2.793,88, 12% de R$2.793,88 a R$5.585,76, e 14% de R$5.585,76 a R$8.157,41 (teto). Diferente do IR, o INSS é calculado por faixa — cada faixa tem sua própria alíquota.